Happenings

Happenings provides references on art events, exhibitions, biennales, art fairs and festivals, with a focus on Abstraction in Action artists and post-90s abstraction from Latin America.

Magdalena Atria: La montaña movediza

Atria-La Montaña Movediza-2014-Vista general2

Artist: Magdalena Atria

La montaña movediza
November 13 – December 27, 2014
Galeria XS
Santiago de Chile, Chile

La exposición reúne obras recientes realizadas en diferentes medios y materialidades, que en conjunto proponen una mirada singular sobre la forma en que nos aproximamos a la inescrutabilidad de la naturaleza, determinada por múltiples preconcepciones y definiciones variables de “lo natural” que sirven de fundamento para nuestras concepciones de la cultura, de la historia y del arte.

La pieza central de la muestra es un conjunto variado y multiforme de objetos de cerámica, a veces esmaltada, a veces intervenida con otros materiales; formas densas, compactas y pesadas que pretenden la tarea imposible de acercarse a la condición de las piedras, meras cosas que no han sido fabricadas por la mano humana sino por procesos naturales que se desarrollan en el interior del Planeta Tierra, donde sustancias minerales son sometidas a altísimas temperaturas para fundirse y posteriormente solidificarse, constituyendo lo que genéricamente llamamos piedra. Los procesos cerámicos reproducen, en una escala muchísimo menor y más controlada, aquellos procesos naturales para dar origen a objetos misteriosos, que reposan en sí mismos, confundiendo las categorías de lo natural y lo fabricado, que se emplazan como testigos mudos pero elocuentes de las fuerzas y acciones que los originaron.

Los acompaña una serie de dibujos realizados con hebras de lana sobre el muro que construyen, desde un gesto mínimo, una suerte de alfabeto compuesto por signos indescifrables, más relacionados con la manifestación de una fuerza leve e inexorable que con la arbitrariedad de los códigos lingüísticos.

Cierra el conjunto una pintura de mediano formato realizada con plasticina, material vulnerable por excelencia, que es el resultado de un proceso manual que reproduce también en pequeña escala los procesos tectónicos que, a proporciones inimaginables, han dado origen a muchas de las formaciones geológicas del planeta.

Atria-Glifos-2014-Fibra acrílica, clavos-Dimensiones variables
Atria-La Montaña Movediza-2014-Vista general
Atria-La montaña Movediza-2014-Vista general3
Atria-La Montaña Movediza-2014-Vista general4
Atria-Meteoritos-2014-Ceramica
Atria-Septaria-2014-Plasticina sobre MDF-80x100cm

Images courtesy of the artist

Carmela Gross: Iberê Camargo: século XXI

Fundação_Iberê_Camargo

Artist: Carmela Gross, Angelo Venosa, Carlos Fajardo, Edith Derdyk, Eduardo Haesbaert, and Regina Silveria.

Iberê Camargo: século XXI
November 18, 2014 – March 29, 2015
Curators: Agnaldo Farias, Icleia Cattani e Jacques Leenhardt
Fundação Iberê Camargo
Porto Alegre. Brazil

Diferenciando-se de um formato convencional de exposições comemorativas, em geral um conjunto representativo ordenado cronologicamente, a mostra destaca a potência da poética de Iberê Camargo em diálogo com trabalhos de dezenove artistas brasileiros de gerações variadas.

O recorte valoriza as relações de vizinhança e tensões entre as pinturas, gravuras e desenhos de Iberê e uma grande variedade de linguagens, incluindo escultura, instalação, fotografia, literatura, dança e cinema. Com essa perspectiva, pretende-se salientar o diálogo consciente e inconsciente que os artistas travam entre si e, no caso particular deste projeto, evidenciar uma espécie de “efeito Iberê Camargo” na arte brasileira, ou seja, o modo como sua produção impôs-se ao nosso meio artístico, desvelando questões profundas da existência humana e do modo de representá-las. Um efeito que excedeu a própria duração da vida do artista, ultrapassando as linguagens por ele praticadas para ressoar em artistas de extração completamente distintas as suas, embora com sensibilidade e energia semelhantes.

Pela primeira vez, todos os espaços do edifício sede da Fundação Iberê Camargo são tomados como expositivos. A totalidade do prédio projetado por Álvaro Siza, desde o lado de fora ao interior tortuoso das rampas, passando pelo grande átrio, acolhe obras e conjuntos de obras com afinidades aos grandes eixos problemáticos tratados pelas várias séries de Iberê Camargo. Séries como “Carretéis”, “Núcleos”, “Fantasmagorias”, “Ciclistas” e “Idiotas” são apresentadas na companhia de trabalhos de artistas cuja proximidade, em alguns casos, pode trazer à mente a ideia de sombra, enquanto o caráter profundamente diverso da produção de outros, ao contrário, provoca fricções, ingrediente fundamental para o desdobramento de novos planos de leituras. O cinema, que Iberê tanto apreciava ocupa as rampas que levam de um andar ao outro, como também a literatura, que ele amava a ponto de praticá-la.

Alternando exemplares das principais séries de Iberê Camargo com trabalhos expressivos de artistas contemporâneos, a proposta de Iberê Camargo: século XXI é estabelecer um coro, colocar lado a lado um grupo consistente de vozes até então distantes umas das outras. A tensão e a surpresa provenientes dessas aproximações e cruzamentos interessam por si sós, dado que podem desencadear uma multiplicidade de sentidos.

Imagen: By Gustavo Kunst from Igrejinha, Porto Alegre, Brasil (Iberê) [CC-BY-SA-2.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0)], via Wikimedia Commons

Ricardo Alcaide: Displacement

unnamed-7

Artist: Ricardo Alcaide

Displacement
November 20, 2014 – February 5, 2015
Alejandra von Hartz Gallery
Miami, FL, USA

Displacement: The act of displacing, or the state of being displaced; a putting out of place.

The exhibition reflects how to transcend the memory of modernism and intends to rebuild the ruins and remnants through fictional construction and new compositions with architectural references.

As a continuation of moving and relocating —displacing— objects, and based on my experiences and perceptions of how society functions and deals with industrial problems caused by modern living conditions in densely populated cities, my recent work has created different parallels through the combination of principles of modernist architecture and the precariousness that manifests itself in ordinary day to day living, while still working as a continuation of previous dialogues, from shelter for individuals to social solutions, revealing the “progress” in society as a vague and rapidly losing shape.

Living and working in Sao Paulo over the last years—and after more than a decade in London, and previously in my hometown of Caracas— is an experience that still informs my practice and has been strongly influenced by architects like Gio Ponti, Carlos Raul Villanueva and Lina Bo Bardi, for example, all of whom projected a great spirit of forward thinking and an extraordinary sense of aesthetics—something that I cannot avoid to express myself. Latin-American architecture, or even generally speaking, is not only as a reference for my work but also as a way of living, a day by day personal exchange that affects the way I think, I function, and interact with the world.

The work for this first solo show in Miami at Alejandra Von Hartz proposes a dialogue between all these areas observations -the balance between the formal aesthetics of modernism and the utopian impossibility- captured within the combination of found objects and the abstraction (out) from them, as in the Settlements installation: a construction built out of found disposed objects, next to a display of a small group of bronze sculptures of crushed cardboard boxes and other rejected material.

From a recent series ‘Intrusions’: a painted photograph is included; Land Of Order, an image of Brasilia’s iconographic -perfect modernism- interrupted by geometrical elements.

To complete the group of works, dismantled painted panels are the most recent, industrial paint on mdf board, they retain a memory of a disassembled shelving unit, from which all elements have been removed to reveal only the divided sections of the back wall. Here it’s the ‘action of deconstruction’ in the actual process that counts as the most relevant point for this work. An abstract recreation of construction that reveals the uncontrolled and imprecise condition to reflect —once again— about the failure of progress associated with modern aesthetics within my discourse, what could be perceived formally as an abstraction. Perhaps the necessity to synthetize the visual elements as an aesthetic resource in my work, is almost like “the supremacy of pure artistic feeling” expressed in Malevich’s Suprematism, but despite that, what lies behind are the anecdotes and symbolic shapes from today’s hard reality.

Ricardo Alcaide
November 2014

Ricardo Alcaide was born in Caracas in 1967. He currently lives and works in São Paulo, Brazil.   Recent exhibitions include: Settlements, Baro galeria, São Paulo; The Language Of Human Consciousness, Athr gallery, Jeddah. Saudi Arabia; Donde Hay Protesta Hay Negocio, Galería Agustina Ferreyra, San Juan de Puerto Rico (2014); Solo Project, Curated by Jose Roca. Pinta NY Art Fair, New York; Incidental Geometry, Project Room – Josee Bienvenu Gallery, New York; Visão Do Paraiso: Pensamento Selvagem, curated by Julieta Gonzalez and Pablo Leon de la Barra, Rio de Janeiro; From Disruption To Abstraction, New Art Projects Gallery, London (2013); Prototipo Vernacular, Oficina #1, Caracas, Venezuela; Optimismo Radical, Josee Bienvenu Gallery, New York (2012). His work is part of the following collections: Sayago & Pardon, Los Angeles, CA. LIMAC Museo de Arte Contemporáneo de Lima, Zabludowicz Collection. London. Colección Fundación Cisneros, Caracas. Pinacoteca do Estado de São Paulo. Museo de Arte Contemporáneo de Caracas.

Silvia Gurfein: Aguardamos conexión

silvia-gurfein5

Artists: Silvia Gurfein, Guillermo Faivovich and Javier Villa.

Aguardamos conexión
November 1 -29, 2014
Diagonal
Buenos Aires, Argentina

En 1925, luego de cuatro años de trabajo, Howard Carter abre el sarcófago de Tutankamón y se convierte en la primera persona en enfrentarse a su máscara luego de más de 3.000 años. En 2009, se hunde el Polar Mist cerca del Estrecho de Magallanes con una carga de 9,5 toneladas de metal doré, una aleación de oro y plata. En Julio de 2015, la sonda New Horizons, después de viajar más de 5.000 millones de kilómetros, ofrecerá una nueva imagen de Plutón. Entre 2008 y 2009, durante su estadía en la academia Städelschule de Frankfurt, Alemania, Guillermo Faivovich investiga estos sucesos, quizás interesado por la imagen latente que en un momento dado es vista por un solo hombre y luego se expande hacia la cabeza de toda la humanidad, por una imagen tangible de la economía que, de un instante a otro, se vuelve pura abstracción y por las imágenes que aún no existen.

¿Si las imágenes son máquinas del tiempo lanzadas hacia dos direcciones, no navegarían en un bucle infinito y, por lo tanto, tendrían un espacio reservado en todo tiempo y lugar, situando al arte en el rol de un guardián que preserva viva, dentro de una cripta, la posibilidad de la imagen aún no vista?

En 1969, Silvia Gurfein asiste al estreno en Argentina de 2001: Odisea del Espacio. En la década del ochenta, ensaya la obra El esfuerzo del destino de Vivi Tellas; se prepara para esas sesiones escuchando cassettes que le provee Nora Loiseau, su prima astrofísica. Las cintas contienen radiaciones electromagnéticas en longitud de onda, obtenidas con la antena del IAR (Instituto Argentino de Radioastronomía,) y luego convertidas en audio. En 2009, durante un estudio abierto de la Städelschule, Faivovich exhibe una foto de la primera torre erigida para el Radiotelescopio de Arecibo, una mega construcción situada en Puerto Rico cuyo objetivo, de algún modo, es la búsqueda de nuevas imágenes.

¿Una imagen nunca vista puede ser reconocida como tal, o es necesario que arrastre consigo un rango de información reconocible que construya identificación con su receptor, al mismo tiempo que lanza datos al futuro para que, ante su llegada, los mismos ya formen parte de una experiencia adquirida y, por lo tanto, puedan ayudar a construir la percepción de nuevas imágenes que aún no podemos ver, situando al arte en el rol de un catapulta que envía señales hacia adelante para activar el espacio reservado de esas nuevas imágenes que ampliarán nuestro conocimiento y goce del mundo?

En 1913, Kasimir Malevich concibe Cuadrado negro sobre fondo blanco, siendo su primera materialización pictórica dos años posterior. El óleo de Malevich podría contener el pasado y un potencial futuro de la historia de la pintura. En 2001, Gurfein desarrolla su primera serie de espectrogramas, frecuencias de color realizadas al óleo que toman como referencia diversas pinturas de la antigüedad. Un espectrógrafo, entre otras cosas, permite conocer la composición de una estrella por el dibujo de los intervalos de luz. Gurfein toma un pequeño fragmento de un cuadro, identifica cada color de ese fragmento como una unidad de sentido y desarrolla esos colores, extrapolados, como una escritura de bandas cromáticas sobre la tela, convencida de que el óleo contiene toda la historia de la pintura como ADN que transporta en el tiempo la información de su génesis. La búsqueda de una mínima unidad que porte la información esencial, plegada, para luego ser arrastrada a otros soportes, trece años después se redirecciona hacia el sistema solar.

¿Si nunca antes la imagen se había impuesto con tanta fuerza en nuestro universo estético, técnico, cotidiano, político e histórico, no debería una sola imagen ser capaz, al mismo tiempo, de reunir todo lo anterior y ser entendida, por turnos, como documento y como objeto de sueño, obra y objeto de paso, monumento y objeto de montaje, no-saber y objeto de ciencia, un tesoro y una tumba de la memoria? ¿Si pensáramos a la historia de las imágenes como una historia de profecías, el arte sería aquello que hoy nos otorga la percepción más precisa de la experiencia contemporánea del tiempo, sin caer en linealidades evolutivas sino aportando relaciones cercanas a una idea de montaje, que escapa de las teleologías, hace visibles las supervivencias, los anacronismos, los encuentros de temporalidades contradictorias que afectan a cada objeto, cada acontecimiento, cada persona, cada gesto, conteniendo todos los estratos de la arqueología y todos los punteados del destino?

Obras exhibidas:
Sistema Solar espectral. Silvia Gurfein, 2014. Lapiz sobre papel, medidas variables – ángulos precisos.
Tower 1962. Guillermo Faivovich, 2009-2014. Impresión sobre papel, medidas variables (mural). Cortesía NAIC – Arecibo Observatory, a facility of the NSF.

Texto:
Javier Villa (basado en las charlas del trío y en las ideas de George Didi-Huberman).

Danilo Dueñas, Magdalena Fernández, Jaime Gili, Osvaldo Romberg, Gabriel Sierra, Adán Vallecillo: Impulse, Reason, Sense, Conflict

Screenshot 2014-11-21 16.27.15

Artists: Aitken, Francis Alÿs, Miguel Amat, Stanley Brouwn, James Brown, Ryan Brown, Carlos Bunga, Daniel Buren, Sergio Camargo, Mario Carreño, Natalia Castañeda, Carla Chaim, Lygia Clark, Dadamaino, Sandu Darié, Willys De Castro, Iran do, Leonardo Drew, Danilo Dueñas, Eugenio Espinoza, Qin Feng, José Gabriel Fernández, Magdalena Fernández, Fernanda Fragateiro, Mario Garcia Torres, Theaster Gates, Gego, Gunther Gerszo, Jaime Gili, Fernanda Gomes, Alberto Greco, Sara Grilo, Arturo Herrera, Karl Hugo Schmolz, Alfred Jensen, Donald Judd, William Kentridge, Jannis Kounellis, Liz Larner, Jac Leirner, Sol Lewitt, Guido Llinas, Anna Maria Maiolino, Raul Martinez, Sarah Morris, Helio Oiticica, Gabriel Orozco, Alejandro Otero, Claudio Perna, Liliana Porter, Carlos Puche, Eduardo Ramirez Villamizar, Dorothea Rockburne, Carlos Rojas, Osvaldo Romberg, Ana Sacerdote, Espirito Santo, Mira Schendel, Harald Schmitz Schmelzer, Gunter Schroeder, Gabriel Sierra, Lolo Soldevilla, Jesús Soto, Eduardo Terrazas, Erwin Thorn, Fred Tomaselli, Richard Tuttle, Adan Vallecillo, Adrián Villar Rojas, Alfred Wenemoser, Pae White.

Impulse, Reason, Sense, Conflict -Abstract Art from the Ella Fontanals-Cisneros Collection
December 3, 2014 – March 8, 2015
CIFO Art Space
Miami, FL, USA

The exhibition includes 105 pieces by 72 artists from different generations and latitudes, who share their interpretations and philosophies of abstraction. The exhibition was organized by CIFO.

Impulse, Reason, Sense, Conflict explores abstraction as an aesthetic category instead of as a movement or art trend.  Since its inception abstraction has provided a series of models that remain paradigmatic and exemplary  in today’s art production. The exhibition is divided in four areas:

Abstract Impulses dedicated to the rupture with mimetic representation and its concomitant representational crisis with the subsequence substitution of the represented object by the structural elements of painting itself (color, line, etc.) On this section the artists represented will include Mario Garcia Torres, Theaster Gates, Andreas Gursky, Anna Maria Maiolino, Sarah Morris, Reinhard Mucha, Helio Oiticica, Liliana Porter, Karl Hugo Schmolz, Fred Tomaselli, Adrián Villar Rojas, and Pae White among others.

Laboratory of Reason refers to the questioning of the nature, essence and even the existence of art implied in abstration. Instead of asking “what is beauty?,” this section questions art’s existence to the extreme of declaring it dead. Artists included on this section are Doug  Aitken, Lygia Clark, Dadamaino, Olafur Eliasson, Fernanda Fragateiro, Fernanda Gomes, Arturo Herrera, Donald Judd, William Kentridge, Liz Larner, Jac Leirner, Gabriel Orozco, Osvaldo Romberg, Gabriel  Sierra, and Alfred Wenemoser among others.

Uncommon Senses relates to the integration and crossover of other art forms. With the introduction of different materials, media and art forms such as theater, music, dance and literature, abstraction demanded an approach that required the use of multiple senses, both from its makers but also art’s viewers. Francis Alÿs, Stanley Brouwn, Sergio Camargo, Willys De Castro, Qin Feng, Gego, Alberto Greco, Jannis Kounellis, Sol Lewitt, Dorothea Rockburne, Mira Schendel, Erwin Thorn, and Richard Tuttle are some of the artists in this section.

Spatial Conflicts touches on abstraction as a radical change in the conception of spatiality that substituted the Rennaisance perspectival notion of space. Abstract art promotes a real experience. In this section, we showcase Antonio Asis, Carlos Bunga, Daniel Buren, Mario Carreño, Iran do, Espirito Santo, Eugenio Espinoza, Sarah Grilo, Gunther Gerszo, Alfred Jensen, Alejandro Otero, Jesús Soto, Eduardo Terrazas, and Erwin Thorn among others.

Image: Miguel Amat, Series: Capitalismo y Vanguardia, 2006-2010. Photo by Oriol Tarridas.